NSA insere 'porta dos fundos' em chips para fazer espionagem

Documentos vazados afirmam que a NSA, a agência de espionagem norte-americana, tem comprometido hardware de eletrônicos. A agência estaria trabalhando com empresas norte-americanas para inserir "portas dos fundos" secretas em chips e outros materiais para ajudar em seus esforços de espionagem.
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Segundo uma publicação do MIT (Massachusetts Institute of Technology), especialistas de segurança tem um temor especial com esse tipo de ataque, pois hardware comprometido é difícil - muitas vezes, impossível - de detectar. Os chips e dispositivos manipulados executam instruções, rotinas e acessam partes da memória de forma invisível para o software.
Em uma conferência da Black Hat no ano passado, demonstrou-se uma forma de se criar uma "backdoor" em um computador novo de forma que a simples troca do disco rígido foi insuficiente para resolver o problema de segurança. A New York Times publicou uma reportagem na qual relata que a NSA inseriu as chamadas "backdoors" em diversos chips de criptografia que diversas empresas e governos ao redor do mundo utilizam para proteger seus dados. A agência de espionagem teria trabalhado em conjunto com uma empresa americana para incorporar tais vulnerabilidades em hardware prestes a ser enviado à clientes no exterior.
"Chips comprometidos são as portas dos fundos mais secretas", diz Sethumadhavan da Columbia University. Essencialmente, não existe forma de o comprador de um chip pronto verificar se ele não tem uma porta dos fundos, e há uma infinidade de formas de um projeto ser comprometido. Segundo ele, a "fabricação de um chip é um processo global com centenas de etapas e muitas empresas diferentes envolvidas; o processo pode ser comprometido em qualquer uma das estapas."
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Sede da NSA / © NSA
No entanto, a própria NSA teme que sua tática seja usada contra ela própria. A possibilidade de que o hardware usado no mundo hoje esteja infestado de portas dos fundos da NSA levanta a hipótese de que agências de outros países estejam usando a mesma estratégia. Principalmente da China, onde grande parte do hardware mundial é fabricado. Quanto à isso, vale a pena a leitura do artigo: "Por que os EUA têm tanto medo da Huawei", em inglês.
Estima-se que mexer na etapa de fabricação de um processador para incluir uma porta dos fundos é algo muito barato, custando algumas dezenas de milhares de dólares.
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Raul

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